Que medo alegre, o de te esperar.

Clarice Lispector

Tenho medo de quando não sou, quando deixo que sejam por mim. Quero e não quero o limite flexível entre ser minhas intencionalidades e ser minha humanidade errônea. Nem eu me acostumo a mim, como os outros poderiam? Existe o mundo real, inexiste a realidade inventada, e entre os dois um muro em cima do qual se passa: ora caindo para um lado, ora se perdendo no outro. Eu sei lidar comigo, mas não com alheios. É insensibilidade minha não tolerar que ajam errado ao não gostarem de mim. A não gostar de mim, texto singular. Ou plural, sei lá. Não sei até onde alcança meu silêncio, mas há quem não diga por ter medo das conseqüências de suas intenções. Mundo quadrado esse, onde evitamos enfrentamentos. Eu não sei mais qual psicologia funciona, creio que evitar atritos seja a melhor. Mas eu odeio textos escusos. Escusos mesmo, iguais aos meus.

Termino isso mais tarde. Ou fica assim, inacab

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2 Respostas para “Que medo alegre, o de te esperar.”

  1. Conhecer a nós mesmos é, paradoxalmente, sempre o maior desafio… Temos todos os textos, todos os arquivos, todas as informações necessárias sobre nós mesmos, mas pro algum motivo, na metade do terceiro ano do ensino médio… não sei o que quero da vida. Não sei o que gostaria de fazer. E isso me intriga, e perturba.
    Entender os outros parece ser bem mais fácil, mas na verdade diria que é tão complexo quanto, mas a verdade é que nunca vamos nos esforçar parar entender outra pessoa quanto a nós mesmos. E se brigamos, se ficamos de saco cheio, podemos nos afastar, o que não é tão simples quando o autor destes atos está dentro de nossa cabeça.
    Acho que o segredo da vida se passa entre tentarmos nos conhecer cada vez mais, e tentar conciliar isso com que descobrimos dos outros, mas não sou poeta nem filósofo, então fica só como OBS.

  2. isisdesigner Diz:

    Melhor às vezes é não entender, e permanecer no encanto que é amar o desconhecido. Se fôssemos assim, tão claros e objetivos, perderíamos a graça e a curiosidade de nós mesmos. Nem tudo é tão simples, e parece que quanto mais nos desesperamos em buscar respostas, mas elas escapam de nossas mãos.

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